MST comemora arquivamento de CPMI sobre desvio de recursos

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) divulgou nesta quinta-feira nota em que comemora o arquivamento do pedido de criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de movimentos sociais. A vitória foi atribuída ao apoio da sociedade.

Sarah Barros, repórter em Brasília |


"O apoio da sociedade brasileira e a solidariedade internacional foram fundamentais para inviabilizar a criação de uma CPI para fazer perseguição política ao nosso movimento", afirma a integrante da coordenação nacional do MST, Marina dos Santos. Além de entidades, intelectuais, professores, juristas, escritores, artistas e cidadãos brasileiros, o arquivamento também teria sido motivado por reações no exterior.

Durante a coleta das assinaturas, o MST havia se manifestado contra a CPI, afirmando que seria uma represália dos ruralistas à proposta do governo de revisão dos índices de produtividade das propriedades rurais. "Vamos continuar a luta pela atualização dos índices de produtividade, que estão defasados desde 1975. Precisamos de medidas concretas para enfrentar a concentração de terras, que está aumentando no país", destaca Marina, em nota.

O arquivamento da CPMI se deu diante da retirada de 44 assinaturas de deputados federais ao requerimento, lido em sessão do Congresso Nacional na última quarta-feira. No Senado, foram obtidas 36 assinaturas. Na Câmara, o requerimento foi assinado por 168 deputados. O mínimo necessário para instalação de uma CPMI é de 171 deputados e 29 senadores. 

A proposta de criação da CPMI se baseia em reportagem da revista "Veja", que indica o uso de recursos públicos no financiamento de atos ilícitos do MST. Quatro entidades teriam recebido R$ 20 milhões do governo entre 2003 e 2007, sobre os quais haveria indícios de desvio.

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