MST abandona região de fazenda invadida, diz polícia

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que participaram da depredação dos laranjais e invasão da fazenda Santo Henrique, em Borebi, a 320 km de São Paulo, estão abandonando a região. A estratégia, segundo a Polícia Civil, seria dificultar a identificação dos autores dos crimes de formação de quadrilha, esbulho possessório, furto e dano, que podem ter a prisão decretada a qualquer momento.

Agência Estado |

"Observamos que muitos já não estão nos assentamentos para onde seguiram após a desocupação da fazenda", disse o delegado Jader Biazon. Ele preside o inquérito aberto para apurar a depredação da fazenda.

O carro com um grupo de sem-terra quebrou numa estrada vicinal perto de Iaras. Eram militantes que estavam na invasão e seguiam para a região de Itapeva. Parte do grupo tomou um ônibus para seguir viagem. Ontem, foram identificados mais cinco sem-terra que participaram da invasão - o total de pessoas identificadas subiu para 11.

"Não significa dizer que todos serão indiciados", disse Biazon. "Vamos apurar a participação de cada um." Para isso, ele aguarda os laudos da perícia feita pela Polícia Técnica na fazenda. Biazon utiliza imagens divulgadas pela imprensa para chegar a novos envolvidos. Pelo menos 350 pessoas participaram da invasão.

Um colono da fazenda procurou a polícia ontem para denunciar o furto de peças e acessórios do seu automóvel, que tinha ficado em poder dos invasores. Ele só percebeu o furto ao ligar o carro. A Cutrale deve encerrar hoje o levantamento dos prejuízos que devem passar de R$ 3 milhões.

O número de pés de laranja destruídos chega a 12 mil. O prefeito de Borebi, Antonio Carlos Vaca (PSDB), reclama do aumento nos gastos com água, transporte e atendimento de saúde com a chegada dos sem-terra. A cidade tem 2,5 mil habitantes. Ele se reúne terça-feira com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para pedir ajuda.

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