MRV quer ampliar atuação fora do Sudeste

Para atender ao incremento do número de lançamentos programado para os próximos meses, a MRV Engenharia pretende equilibrar o estoque do Land Banking e ampliar o número de terrenos em regiões do País fora do Sudeste, informou hoje o presidente da empresa, Rubens Menin, durante teleconferência com analistas. Pretendemos tirar um pouco da dependência dos Estados de Minas e São Paulo, porque acreditamos que existem outras praças do País que estão mais carentes de lançamentos.

Agência Estado |

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No primeiro semestre de 2009, os lançamentos abrangeram 28 cidades e 12 estados. A maior concentração ocorreu nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com 45,5% e 23,6% do total, respectivamente. De acordo com Menin, a ideia é chegar ao final de 2009 com presença em 80 cidades de porte médio. "Não vamos deixar os Estados de Minas e São Paulo, mas temos observado que as praças do Nordeste estão com mais espaço para crescimento, além de cidades de médio porte". A atuação da companhia também deverá ser consolidada nas regiões Centro-Oeste e Sul.

Apesar do aumento da demanda provocado pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", Menin afirmou que os preços dos terrenos não estão aumentando. "A aquisição de terrenos não tem sido um gargalo, porque as empresas estão mais conscientes e as formas de negociação (estão) bastante tranquilas".

O objetivo da companhia é operar com um banco de terrenos suficiente para um período de três anos. O presidente da MRV observou ainda que a venda de imóveis por cidade está aumentando. Por isso, a estratégia será atingir um total de 200 canteiros de obras até o final de 2009, com um patamar de 250 unidades por canteiro. "No nosso segmento (de atuação) não existe crise e ainda há um horizonte de crescimento forte e sustentável", concluiu.

Minha Casa, Minha Vida

O vice-presidente executivo e de Relações com Investidores da MRV Engenharia, Leonardo Corrêa, afirmou que o programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal, respondeu por 90% do número de lançamentos realizados pela empresa no segundo trimestre deste ano. "Os lançamentos têm sido marcadamente voltados ao programa", disse.

No segundo trimestre, o valor dos lançamentos da MRV caiu 23%, na comparação com o mesmo intervalo de 2008, para R$ 614 milhões, com um total de 5,977 mil unidades. De acordo com a empresa, essa redução decorre da estratégia de diminuição de estoques já existentes. Do total das vendas no trimestre passado, 25,3% foram de unidades lançadas no mesmo trimestre e 74,7% de unidades em estoque.

Já o estoque da MRV a valor de mercado atingiu R$ 1,3 bilhão ao final de junho deste ano. Do total, 42% estavam enquadrados dentro do programa habitacional do governo e 58% tinham financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Rubens Menin, presidente da empresa, explicou que a MRV possui aproximadamente 28 mil unidades que se enquadram no "Minha Casa, Minha Vida", o que equivaleria praticamente ao número de unidades que a empresa pretende vender este ano. "Temos mais de 100 projetos aprovados dentro do programa. A Caixa Econômica Federal tem trabalhado muito bem, e os prazos estão cada vez mais curtos para a aprovação dos projetos", disse ele.

No entanto, conforme enfatizou Menin, a estratégia da companhia é a de realizar lançamentos de acordo com a demanda. "Pretendemos manter as vendas contratadas na casa de R$ 850 milhões. Não queremos ampliar, pelo menos nos próximos dois trimestres, muito mais o volume de vendas contratadas", disse.

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