MP-SP instaura inquérito para analisar greve da polícia

O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça da Cidadania, instaurou hoje inquérito civil para acompanhar a greve da Polícia Civil iniciada às 8 horas de ontem em todo Estado. O inquérito, de acordo com o MP, pretende assegurar que a categoria mantenha em atividade 80% do efetivo, como determina liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em 12 de agosto.

Agência Estado |

De acordo com a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), a paralisação segue com mais de 80% de adesão. Hoje, segundo a associação, o movimento ganhou apoio de diversas Câmaras Municipais e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em vários municípios. De acordo com a Adpesp, também aderiu à paralisação o Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP). A Secretaria de Segurança do Estado informou que não tem conhecimento sobre a paralisação do DHPP e ressaltou que os serviços da polícia não podem ser paralisados, pois devem seguir a determinação do TRT.

Questionado, o diretor-executivo da Adpesp, André Dahmer, afirmou que a greve está respeitando a liminar do TRT. "Estamos mantendo 100% do efetivo no trabalho. Mas apenas registrando casos considerados mais graves", afirmou. Ele ainda ressaltou que a greve é por tempo indeterminado, até que o governo aceite negociar. "O governo diz que não negocia enquanto tiver paralisação, mas também não negocia quando não tem. Então, vamos continuar com a greve."

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