O Ministério Público de São Paulo acatou representação do deputado Roberto Felício, líder da bancada do PT na Assembléia, e instaurou inquérito civil para investigar supostas irregularidades em contrato do Metrô com a Alstom do Brasil para obras e reformas do Centro de Controle Operacional da companhia. É o 12º inquérito instaurado pela Promotoria de Justiça da Cidadania da capital sobre contratos firmados pelo Metrô com a multinacional.

A denúncia do PT foi protocolada em julho. Segundo o documento, o contrato celebrado em 1994 não estipulava o prazo de término do empreendimento. Além disso, o valor contratual, "em razão de ser estimado, não é definitivo". Essa prática, avalia o PT, viola regra contida na Lei de Licitações. O contrato recebeu 12 aditamentos.

O novo inquérito foi aberto pela promotora Andréa Chiaratti. Ela integra a Promotoria da Cidadania, braço do Ministério Público que investiga atos de improbidade administrativa e corrupção. A suspeita recai sobre ex-funcionários da Alstom e autoridades brasileiras, que teriam recebido propina durante governos tucanos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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