MP-RS arquiva apuração de compra de casa por Yeda

O Ministério Público do Rio Grande do Sul decidiu arquivar representação contra a governadora Yeda Crusius (PSDB), que apontava possíveis irregularidades na compra de uma casa adquirida por ela por R$ 750 mil no dia 6 de dezembro de 2006, pouco antes de assumir o cargo. O procurador-geral de Justiça do Estado, Mauro Renner, apresentou hoje as conclusões da investigação feita pelo órgão, que afastam as suspeitas de irregularidades.

Agência Estado |

"Seja no que diz respeito ao valor da casa, seja no que se refere à origem dos valores empregados na compra deste imóvel pela então deputada federal Yeda Crusius, concluiu-se que não houve prática de crime ou improbidade administrativa", disse Renner.

A representação - elaborada por deputados de oposição - afirmava que a governadora pagou um preço inferior à avaliação da prefeitura (R$ 900 mil) e ao valor de mercado do imóvel, localizado em uma região valorizada da cidade. Um apartamento da governadora em Brasília, cuja venda foi utilizada para reunir parte dos recursos da compra, teria dívidas de financiamento, segundo a representação. Os promotores Tiago Conceição e Alexandre França, que investigaram o negócio pelo MP, apontaram que a dívida do financiamento foi paga até 6 de setembro de 2006, o que permitia o lançamento integral da venda do imóvel na operação.

Segundo o MP, a venda de bens (dois imóveis e um automóvel) pela governadora reuniu R$ 592 mil, utilizados no pagamento de R$ 550 mil no momento da aquisição, mais R$ 27 mil em impostos. O pagamento do restante - para completar R$ 750 mil do valor do imóvel - ficou condicionado à quitação de uma dívida bancária do vendedor junto ao Itaú. O MPE também afastou possíveis irregularidades na cobrança de dívida do vendedor da casa com o Banrisul. Conforme o órgão, a execução da dívida seguiu procedimento "normal".

Yeda disse que o resultado da investigação "não alegra apenas a mim, mas deve alegrar toda a sociedade gaúcha". A deputada Stela Farias (PT) considerou que a investigação do MP foi insuficiente e há necessidade de cruzar os dados de contas bancárias dos envolvidos na operação. Ela acrescentou que há investigações em andamento sobre o negócio também no Ministério Público Federal e no Tribunal de Contas.

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