MPF-SP nega ligação de cidadão árabe com terroristas

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) informou que a Polícia Federal (PF) não encontrou indícios de que o cidadão de origem árabe, residente em São Paulo, preso no dia 26 de abril, seja integrante da organização terrorista Al-Qaeda, grupo responsável pelo atentado terrorista de 11 de setembro nos Estados Unidos. De acordo com informação publicada hoje pelo jornal Folha de S.

Agência Estado |

Paulo", o cidadão de origem árabe faria parte da alta hierarquia do grupo terrorista.

Em comunicado divulgado à imprensa, o MPF-SP ainda conta como se deu o episódio da prisão do estrangeiro. De acordo com a instituição, a PF recebeu no início de abril informações do FBI, polícia federal americana, de que foram encontradas mensagens discriminatórias e antiamericanas, publicadas em língua árabe, em um fórum fechado de discussões na internet. O moderador da comunidade era um cidadão que residia no Brasil e poderia estar ligado a algum grupo terrorista. A PF quebrou o sigilo telemático (eletrônico) do suspeito e interceptou mensagens enviadas por ele, que confirmaram o conteúdo discriminatório.

Com autorização do MPF-SP, a PF decretou a prisão preventiva do investigado e a busca e apreensão dos computadores usados por ele na publicação das mensagens. Após 21 dias de prisão preventiva e a inexistência de provas concretas de que o suspeito integrava um grupo terrorista, a 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo liberou o cidadão de origem árabe. Segundo informações da Polícia Federal, o suspeito já está solto. Nem a Justiça de São Paulo nem a PF souberam informar se o investigado foi solto no dia 17 de maio, após o fim do prazo da prisão preventiva, ou na manhã de hoje, como foi informado pelo Ministério Público Federal (MPF).

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