Publicidade
Publicidade - Super banner
Brasil
enhanced by Google
 

MPF quer fim de veto a tratamento de leishmaniose canina

A Procuradoria-Geral da República em Minas Gerais expediu recomendação para que os Ministérios da Saúde e da Agricultura revoguem recente portaria que proibiu o uso de medicamentos contra a leishmaniose canina. Para a procuradoria, a medida condena indevidamente os bichos doentes à morte - ao suspender a única alternativa disponível de tratamento -, não tem embasamento legal e interfere na autonomia dos veterinários.

Agência Estado |

A leishmaniose é uma doença infecciosa parasitária, transmitida por mosquitos, que causa lesões na pele do animal e pode matá-lo. Também pode ser transmitida a humanos se o cão for picado pelo mosquito transmissor da doença e o inseto contaminado picar pessoas. Se não houver tratamento, a leishmaniose mata em 90% dos casos.

Os ministérios proibiram o tratamento dos cães, principal reservatório do parasita causador da infecção, com a justificativa de evitar a disseminação do problema na população urbana. Nos últimos anos, houve um aumento de 61% do número de casos da doença entre pessoas. Em 2001, foram 2.806 infecções confirmadas no Brasil, contra 4.526 em 2006.

Segundo a Procuradoria, os ministérios ainda não se manifestaram sobre a recomendação. A partir da resposta, o MPF poderá ingressar com ação contra as pastas, se a revogação não for cumprida, ou desistir da mudança, se ficar convencida de que a portaria é justificável.

De acordo com o procurador da República Fernando de Almeida Martins, o Instituto Pasteur de São Paulo já alertou que medidas cruéis para combater doenças transmitidas por animais geram resposta negativa da população, que não segue a medida. “As pessoas vão esconder a doença e será pior. Precisamos é centrar a ação no combate ao mosquito”, defendeu o veterinário Vitor Ribeiro, da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG