MPF investiga ação da PF no combate ao tráfico no Rio

O Grupo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal no Rio instaurou inquérito civil público para apurar omissão da Polícia Federal no combate ao tráfico de drogas e armas no Rio de Janeiro. A apuração se dá, em parte, por causa das declarações do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, de que a secretaria assumiu a responsabilidade de combater a entrada de armas e drogas na cidade, já que a PF não o faz.

Agência Estado |

As declarações foram dadas logo após a queda de um helicóptero da Polícia Militar, depois de atingido por tiros de criminosos durante operação num morro da zona norte do Rio.

"Usamos a declaração do secretário como ponto de partida, mas a decisão também foi tomada em conjunto com outros elementos, como, por exemplo, a recusa da Polícia Federal a nos encaminhar os relatórios de inteligência policial. Também questionamos o fato de a delegacia da PF, que apura o tráfico de armas, ter aberto apenas sete inquéritos no ano de 2009. Isso significa, pelo menos, que estão usando pouca capacidade investigatória instalada", disse o procurador que integra o grupo de investigação, Fábio Seghese.

Segundo ele, o objetivo é fazer um diagnóstico público do trabalho de investigação da Polícia Federal. Para isso, serão chamados a prestar esclarecimentos no inquérito, além de Beltrame, que é delegado federal e já chefiou o setor de inteligência durante a chamada Missão Suporte, o superintendente da PF no Rio, Angelo Fernandes Gioia, o chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, e os delegados à frente das unidades de combate ao tráfico de armas e drogas da PF.

Procurado, Beltrame informou por meio de sua assessoria de imprensa que não se manifestaria sobre a abertura do inquérito. A PF informou, por meio de nota, que vai aguardar ser notificada.

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