MPF denunciou 18 por adulteração de leite em cooperativa em MG

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta segunda-feira 18 suspeitos de participar do esquema de adulteração de leite da Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale), em Uberaba, Minas Gerais. O grupo é acusado de crime contra a saúde pública e formação de quadrilha.

Agência Estado |

A fraude foi descoberta na Operação Ouro Branco, da Polícia Federal, deflagrada em outubro de 2007.

A apresentação da denúncia encerrou o inquérito policial que tramitou na 1ª Vara da Justiça Federal, em Uberaba. Segundo, o MPF, há cerca de dois anos a Coopervale adicionava ao leite substâncias nocivas à saúde. Era inserida uma solução química composta por soda cáustica, ácido cítrico, citrato de sódio, sal, açúcar e água. O objetivo seria aumentar o volume e estender o prazo de validade do produto. De acordo com depoimentos colhidos no inquérito, eram modificados por dia 120 mil litros de leite longa vida integral.

Foram denunciados o diretor-presidente da cooperativa, Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira - acusado de ordenar a adição -, o engenheiro químico Pedro Renato Borges - apontado como criador da fórmula -, o fiscal agropecuário federal Afonso Antônio da Silva, o gerente industrial da cooperativa, Romes Monteiro da Fonseca Júnior, e outros funcionários que sabiam da fraude e estavam envolvidos no processo de adulteração.

Para os funcionários, o MPF pediu o benefício de delação premiada, por eles terem colaborado para os trabalhos de apuração do caso. Se recebida a denúncia, os demais acusados serão processados por crimes cujas penas, somadas, podem atingir 11 anos de prisão. Quanto à Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), em Passos, que também foi alvo da operação da PF, o MPF informou que o inquérito aberto para investigá-la continua em andamento.

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