Os advogados Márcio Souza da Silva e Marcos Aurélio Gomes de Almeida, o comerciante Celso Antônio Piedade e Valdemir Sousa do Nascimento são os mais novos processados pelo crime de lavagem do dinheiro furtado do Banco Central (BC) de Fortaleza. Os quatro foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF), mas apenas Márcio Souza teve prisão preventiva decretada.

De acordo com a denúncia, todos são ligados a Marcos Rogério Machado de Morais, o "Rogério Bocão", condenado em março deste ano a 49 anos e dois meses de prisão por ser um dos líderes do consórcio de quadrilhas que furtou R$ 164,7 milhões do BC, em agosto de 2005, usando um túnel.

Defensor de Marcos Rogério, Márcio Souza foi preso semana passada. Hoje, ele depôs na 11ª Vara da Justiça Federal, em Fortaleza, e negou fazer parte do esquema de lavagem do dinheiro de seu cliente. De acordo com o MPF, Márcio é suspeito de ameaçar o comerciante Celso Piedade, acusado de revender propriedade e veículos para Rogério Bocão. De acordo com investigação da Polícia Federal, Celso, Marcos Aurélio e Valdemir, primo de Bocão, também teriam transferido bens para seus nomes.

Até o momento, 72 pessoas já foram denunciadas por participação direta ou indireta no furto ao BC. Márcio Souza também era advogado do traficante Luiz Fernando Ribeiro, o "Fernandinho" ou "Fé", seqüestrado e morto em outubro de 2006. Foi ele quem levou o dinheiro pedido pelo resgate do traficante, R$ 2,1 milhões, pagos com notas de R$ 50 furtadas do BC.

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