O Ministério Público Federal no Distrito Federal denunciou por improbidade administrativa sete pessoas e três empresas envolvidas na máfia dos vampiros, que fraudava licitações para aquisição de hemoderivados no Ministério da Saúde. Na ação, o Ministério Público pede a devolução de R$ 27,4 milhões aos cofres públicos e a anulação de contratos celebrados com as empresas suspeitas.

Os contratos anulados são decorrentes de concorrências internacionais destinadas à aquisição de hemoderivados para o tratamento de hemofílicos. O Ministério Público aponta várias irregularidades nos processos, como violação do sigilo das propostas e combinação prévia dos preços ofertados.

Segundo a ação, três empresas faziam acordos para garantir a divisão do mercado de hemoderivados. Os preços eram previamente combinados, assim como a parte que cada uma ganharia nas concorrências.

O esquema envolvia servidores do Ministério da Saúde, lobistas e representantes das empresas. Como não havia uma real concorrência, as empresas apresentavam propostas com preços bem acima dos valores de mercado.

A Operação Vampiro, na época, levou à prisão empresários, lobistas e servidores, acusados de manipular compras de medicamentos para o Ministério da Saúde, então chefiado pelo petista Humberto Costa. O alvo principal da quadrilha eram as compras de hemoderivados, daí a inspiração para o nome.

A manipulação das compras ocorreria mediante o pagamento de propina, e o centro da fraude seria a Coordenadoria Geral de Recursos Logísticos, que ainda hoje comanda as compras do ministério. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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