A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social de São Paulo vai instaurar inquérito civil para apurar o pregão que escolheria as prestadoras de serviço de limpeza para os 37 Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo. A Secretaria Municipal de Educação suspendeu anteontem preventivamente o processo licitatório após ser alertada pelo jornal O Estado de S.

Paulo de que o resultado já era conhecido 12 horas antes da abertura dos envelopes. Quatro das sete vencedoras atuam também no ramo de vigilância e segurança patrimonial. A Secretaria de Direto Econômico, braço do Ministério da Justiça responsável pela defesa da concorrência, considera esse setor altamente propenso à formação de cartel (conluio entre empresas).

A Prefeitura, por sua vez, anunciou que levará o caso à Corregedoria-Geral do Município. A investigação será conduzida pelo corregedor-geral, Olheno Scucuglia. Só em 2009, as sete empresas vencedoras da licitação para limpeza dos CEUs receberam R$ 202 milhões em contratos com secretarias, subprefeituras e autarquias municipais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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