O Ministério Público Estadual vai encaminhar hoje à Polícia Federal cópia integral do inquérito sobre a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) para investigação de supostos crimes de peculato, tráfico de influência e corrupção envolvendo operações com fundos de pensão que abasteceram o Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), criado em 2004 pela cooperativa para superar crise financeira. Foi por meio do FIDC que a Bancoop arrecadou R$ 43 milhões, segundo o Ministério Público, que sugere à PF apuração sobre origem desses recursos.

“A Bancoop é uma organização criminosa porque nela existe uma estrutura hierárquica, com divisão de tarefas visando a prejudicar os cooperados por meio do desvio de valores para campanhas políticas e para fins escusos e estranhos à finalidade da cooperativa”, acusa o promotor de Justiça José Carlos Blat, que conduz investigação.

O caso Bancoop vai ser discutido na Assembléia Legislativa de São Paulo. A pedido do líder do PSDB na Casa, Samuel Moreira, que aprovou requerimento na Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, foram convidados a prestar esclarecimentos Blat, o presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, e o advogado dos cooperados, Valter Picazio Júnior. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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