O psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Neto foi denunciado ontem pelo Ministério Público Estadual (MPE) sob a acusação de corrupção passiva. Ele é acusado de oferecer dinheiro para o carcereiro Edson de Oliveira, do 91º Distrito Policial (Ceasa), a fim de que seu paciente, o lutador de jiu-jítsu Ryan Gracie, tivesse regalias na carceragem da delegacia.

Gracie havia sido preso em 14 de dezembro, em São Paulo, sob a acusação de roubar um carro, e foi parar numa cela da delegacia, onde foi achado morto no dia seguinte.

A denúncia por corrupção contra o médico foi feita pelo Grupo de Atuação Especial e Controle Externo da Atividade Policial (Gecep). “A vantagem indevida oferecida e prometida deveria causar e, de fato, causou amplas facilidades para o médico na carceragem do distrito”, diz a denúncia. Para seu advogado, Sérgio Habib, a denúncia “é um capricho do Ministério Público”, pois ela não tem “respaldo nos autos”.

Farias Neto era o médico chamado pela família de Gracie para tratá-lo na delegacia, pois o lutador teria cometido o crime sob efeito de drogas. O psiquiatra receitou um coquetel de remédios que, combinado à maconha e à cocaína que o lutador usara, provocou a morte do paciente, conforme apontou laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo.

O advogado do médico afirmou que a denúncia não procede. “A Corregedoria da Polícia Civil investigou e não encontrou provas disso. Meu cliente não foi nem indiciado.” Já o carcereiro Oliveira negou a acusação em depoimento à corregedoria no inquérito policial do caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.