O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai recorrer da sentença judicial do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, que absolveu na segunda-feira os quatro acusados de extorquir o padre Júlio Lancelotti. Em nota à imprensa, os promotores do caso, Fábio José Bueno e Luiz Antonio de Oliveira Nusdeo, disseram que existem provas de que os acusados praticaram reiteradamente crime de extorsão contra o religioso.

Lancelotti é integrante da coordenação da Pastoral do Povo de Rua, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Anderson Marcos Batista, Conceição Eletério, Evandro dos Santos Guimarães e Everson dos Santos Guimarães foram absolvidos sem que a Justiça detalhasse o julgamento, alegando que o caso corre em segredo. Eles respondiam ainda por formação de quadrilha. A sentença foi proferida pelo juiz da 31ª Vara Criminal da capital paulista, Júlio Caio Farto Salles.

Em outubro do ano passado, o padre denunciou os quatro à polícia, alegando ter pago R$ 80 mil a eles. Entre as exigências do grupo, que ameaçava denunciar o padre por exploração sexual, estariam o pagamento de entrada de R$ 30 mil e prestações de R$ 2 mil de um veículo.

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