MP pede prisão de ex-sócios que construíram o TRT de São Paulo

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão preventiva de Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz por não terem comparecido à audiência judicial no último dia 27 de maio, quando seriam ouvidas testemunhas de acusação no processo. Os dois respondem por crimes de sonegação fiscal referentes a contas existentes no exterior.

Redação |

Filho e Ferraz teriam omitido informações e prestando declarações falsas às autoridades fazendárias nas declarações de Imposto de Renda de 1994 e 1995.

Segundo o MPF, já era de conhecimento que Barros Filho não planejava comparecer e, após a falta, o réu apresentou um atestado médico de doença de sua filha, que não foi aceito, pois não era sequer de comparecimento ao ambulatório do Hospital. A intenção de Filho era tão somente a de não ser preso quando comparecesse à audiência, informou o ministério.

Ferraz, que também não compareceu à audiência, teria sido diagnosticado, por médico homeopata, como portador de pneumonia bacteriana e apresentou pedidos de exames a serem realizados como,  por exemplo, exames parasitológicos.

Para o procurador da República Roberto Antonio Dassié Diana, autor do pedido de prisão, a decretação da nova prisão preventiva é necessária porque é certo que continuarão foragidos durante todo o processo penal, ameaçando, assim, a aplicação da lei em relação aos crimes tratados na denúncia.

Verba do TRT

No dia 3 de maio de 2006, juntamente com o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto e o ex-senador Luiz Estêvão de Oliveira Neto, Barros Filho e Ferraz foram condenados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região por desvios de verba do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São paulo. Nicolau foi condenado a 26 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato, estelionato e corrupção passiva.

Luiz Estêvão foi condenado a 31 anos, Ferraz a 27 anos e 08 meses, e Barros Filho a 31 anos, todos pelos crimes de peculato, estelionato, corrupção ativa, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Neste processo, Estevão, Ferraz e Barros Filho têm o direito de responder em liberdade.

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