MP pede mudança na organização de concurso no MT

O coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MP-MT), procurador Paulo Roberto Jorge do Prado, encaminhou hoje ofício ao governador do Estado, Blairo Maggi (PR), solicitando o afastamento da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) da coordenação, elaboração e execução do concurso público que foi suspenso no domingo. Pela manhã, em entrevista a um canal de televisão local, o secretário de Estado de Administração, Geraldo De Vitto, garantiu que a Unemat continuará responsável pelo concurso, pois a instituição já teve gastos.

Agência Estado |

Segundo o secretário, a contratação de uma nova empresa não seria viável.

No ofício encaminhado ao governador, Prado pede a instauração de procedimento administrativo e a destituição dos membros que compõem a chefia e coordenação do concurso. Na avaliação do procurador, a insistência na permanência da Unemat à frente dos trabalhos "fere de morte a confiabilidade e segurança que toda sociedade mato-grossense e brasileira espera". "Os fatos foram gravíssimos, inaceitáveis, sem contar, em tese, a improbidade administrativa transcorrida e o desperdício do dinheiro público ocasionado", afirmou.

"A desorganização vivenciada pelos candidatos oriundos de cidades mato-grossenses e de outros Estados da Federação gerou enorme insegurança, desconforto e desconfiança quanto à credibilidade e seriedade do concurso", disse o procurador. "Dentre tantas circunstâncias vexatórias, destacam-se a troca de provas, falta de fiscais, atraso diferenciado na distribuição e entrega dos cadernos de prova, rompimento do lacre, desinformação quanto aos locais das provas e falta de policiamento adequado."

O concurso, que estava sendo auditado por uma consultoria para entrar no livro dos recordes como o maior do Brasil, foi suspenso no domingo, segundo o governo, por problemas de "logística de distribuição das provas". No sábado, em virtude de inúmeras denúncias, a Justiça autorizou a apreensão de computadores e notebooks em residências de pessoas direta e indiretamente envolvidas na organização e coordenação do concurso público na cidade de Cáceres, 225 quilômetros a oeste de Cuiabá.

No total, 274 mil candidatos concorriam a 10 mil cargos públicos no governo de Mato Grosso. De Vitto afirmou que a única data disponível para realizar as provas ainda neste ano seria 27 de dezembro. Por esse motivo, o concurso poderá ser realizado apenas em fevereiro.

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