MP pede afastamento de deputado envolvido em mortes

O deputado estadual Cícero Ferro (PMN) poderá ser afastado do mandato novamente, por determinação do Tribunal de Justiça de Alagoas. O pedido de afastamento foi feito pelo Ministério Público Estadual, com base na suposta participação de Ferro como mandante em dois homicídios no Estado.

Agência Estado |

Além do afastamento, Ferro pode ser preso acusado por ordenar as mortes do vereador Fernando Aldo e de seu primo Jacó Ferro.

O deputado esteve afastado do cargo por um ano e quatro meses, até que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou seu retorno e o de mais sete parlamentares, acusados de envolvimento no desvio dos R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas. O advogado de Ferro, Welton Roberto, afirmou que vai entrar com uma reclamação no STF para garantir seu retorno à Assembleia. "O ministro Gilmar Mendes já havia deixado claro que ninguém pode afastar um parlamentar de seu mandato", disse Roberto.

No dia 4 de agosto de 2009, o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Eduardo Tavares, participou de uma reunião com técnicos para estudar o possível afastamento dos quatro deputados, que além da acusação de desvio de R$ 300 milhões da ALE, são acusados de assassinato: Antônio Albuquerque (sem partido), Cícero Ferro (PMN), Marcos Barbosa (PPS) e João Beltrão (PMN). Por isso, os deputados indiciados pela PF na Operação Taturana temem que o afastamento de Ferro abra precedentes para o afastamento dos demais.

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