O promotor de Justiça Henrique Veronez, de Lençóis Paulista, a 301 quilômetros de São Paulo, ofereceu hoje denúncia contra 22 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que invadiram em outubro do ano passado a fazenda Santo Henrique, da Cutrale, em Borebi, município vizinho. O grupo vai responder por formação quadrilha, furto qualificado, danos e esbulho possessório.

O Ministério Público levou em consideração a apreensão de armas com os sem-terra e anexou laudo com a descrição das imagens da invasão, que segundo o MP, caracteriza a formação de quadrilha ou bando. No laudo também consta a relação de objetos furtados após a desocupação - galões de óleo diesel, ferramentas, máquina fotográfica, adubo, serra elétrica, sacos fertilizantes e outros objetos. O laudo também informa que foram destruídos 12.298 pés de laranja, instalações de escritórios e galpões e danificados 26 tratores, totalizando prejuízo de R$ 1,3 milhão.

O advogado Jorge Moura, do MST, disse à imprensa que a denúncia não tem objetividade e é uma tentativa de criminalizar o movimento. Segundo ele, não há nenhuma prova de que integrantes do movimento tenham depredado a fazenda, que estaria sendo ocupada irregularmente pela Cutrale. De acordo com o advogado, os fertilizantes encontrados com membros do MST possuem nota fiscal que serão apresentados pelos sem-terra, que vão se defender assim que a denúncia for aceita pela Justiça.

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