MP é contra regime semiaberto a Suzane von Richthofen

O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo deu ontem parecer contrário ao pedido de progressão de regime feito pela defesa de Suzane von Richthofen. Na avaliação do promotor Paulo José de Palma, da Promotoria das Execuções Criminais de Taubaté, no interior do Estado, Suzane apresenta personalidade “de cunho manipulador e dissimulado” e, portanto, “ainda não reúne condições para progredir” do regime fechado para o semiaberto.

Agência Estado |

A Justiça aguarda agora a manifestação dos advogados para decidir se concede ou não o benefício.

Acusada pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas pelos irmãos Christian e Daniel Cravinhos, em outubro de 2002, Suzane foi condenada a 38 anos de prisão. Em maio deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o direito dela de pedir a progressão de regime, contabilizando em seu favor os dias em que trabalhou na prisão (cada três dias de trabalho ou estudo na prisão dão ao detento a possibilidade de abater um dia da pena). O Código Penal prevê a possibilidade de o preso requerer o regime semiaberto após cumprir um sexto da pena. Suzane ficou detida preventivamente entre 2002 e 2005, retornou à cadeia em 2006 e, desde então, permanece presa.

Para fundamentar sua manifestação, o promotor utilizou “fatos públicos” ocorridos entre a primeira prisão de Suzane e sua condenação, em 2006, além dos resultados do parecer do presídio e do exame criminológico solicitados pela Justiça. “Formei minha convicção com base na motivação do crime, no comportamento dela perante a Polícia Civil, na entrevista concedida ao programa Fantástico, da Rede Globo, e nos dois exames”, assinalou Palma. O promotor reconhece, contudo, que tanto o parecer do sistema prisional quanto o exame criminológico dão margem a interpretações de lado a lado.

Defesa

O advogado de Suzane, Denivaldo Barni Júnior, disse ontem que ainda não teve acesso aos autos. “Não posso dizer nada nesse momento antes de ver o que tem no processo”, afirmou. O defensor disse que, tão logo seja citado pela Justiça, fará uma “breve manifestação sobre os laudos”. Depois disso, o processo volta para as mãos da juíza Suely Zeraick Oliveira Armani de Menezes, da 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté, a quem caberá decidir sobre o futuro de Suzane. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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