MP do Paraná considera assassino confesso de Glauco inimputável

Em depoimento à Justiça, o jovem repetiu a versão que havia dado à polícia de que ouviu uma voz o mandando cometer os crimes

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Carlos Eduardo está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu em sua alegação final à Justiça que Carlos Eduardo Nunes, o Cadu, seja considerado inimputável pelos assassinatos do cartunista Glauco Villas Boas e do filho dele, Raoni Villas Boas. Cadu é assassino confesso , mas o MP-PR entendeu que, por causa da doença mental, Cadu era incapaz de entender a ilegalidade de suas ações. 

O crime aconteceu em 12 de março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo. O juiz responsável pelo caso poderá acatar ou não a alegação em sua sentença final, que não tem prazo para ser concluída.

Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal ouviu testemunhas de acusação e defesa, além do próprio acusado. A imprensa não pode acompanhar a audiência, mas segundo o advogado de Carlos Eduardo, Gustavo Henrique Righi Badaró, o acusado repetiu a versão que já havia dado anteriormente para a polícia, de que ouviu uma voz mandando ele cometer os crimes.

Carlos Eduardo atirou em Glauco e Raoni no dia 12 de março de 2010 , na residência do cartunista, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o hospital, mas não resistiram. Glauco realizava cultos da Igreja Céu de Maria em sua casa, que segue a filosofia do Santo Daime, na qual os seguidores tomam um chá conhecido pelo mesmo nome. Para os seguidores da filosofia, a bebida intensifica a capacidade perceptiva e sentimental.

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