MP do Distrito Federal estuda ação contra veto a emagrecedor

Anvisa proibiu a produção e venda de anfetamínicos no País. Conselho de Medicina diz que órgão deixou de ouvir a comunidade médica

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O Ministério Público do Distrito Federal estuda ingressar com uma ação contra a proibição feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da venda e produção de três emagrecedores derivados de anfetamina. O promotor Diaulas Costa Ribeiro disse que aguardará manifestação de especialidades médicas para tomar a decisão. "Se a agência tivesse determinado a retirada também da sibutramina , não pensaria duas vezes. Preciso saber se com esse produto no mercado pacientes terão opção de tratamento", afirmou. 

Leia também: Anvisa proíbe venda de emagrecedores à base de anfetamina no Brasil

Além do MP, o Conselho Federal de Medicina já decidiu que ingressará com ação contra a decisão, tomada na terça-feira (4) após de mais de seis meses de discussão. "A agência não extrapolou sua competência, mas deixou de ouvir a comunidade médica. Nada comprova que os derivados de anfetamina são prejudiciais à saúde", disse o 1.º secretário do CFM, Desiré Callegari. Femproporex, mazindol e anfepramona terão de ser retirados do mercado em 60 dias. 

Para a Anvisa, não há estudos que comprovem a segurança dessas drogas. Na mesma reunião, diretores da Anvisa decidiram manter no mercado a sibutramina, emagrecedor proibido em vários países, entre eles os EUA. A discussão sobre o uso da sibutramina no Brasil começou após a divulgação de um estudo com 10 mil pacientes com problemas cardiovasculares.

O trabalho, feito em 11 países, constatou aumento de 16% nas mortes por derrame e ataques cardíacos no grupo medicado. Diante dos resultados, a Abbott, produtora do remédio de marca, retirou o medicamento do mercado em vários países, incluindo o Brasil. Callegari não quis comentar a decisão da farmacêutica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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