MP deve denunciar 22 acusados de fraudar habilitações em São Paulo

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) deve denunciar criminalmente nesta terça-feira 22 pessoas acusadas de envolvimento nas fraudes em carteiras de habilitação em São Paulo. A maioria deve ser acusada de formação de quadrilha e falsificação de documentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado |


Na lista estão os delegados Juarez Pereira Campos e Fernando José Gomes, que dirigiram a Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz de Vasconcelos. Dos 22, 19 ainda estão presos. A promotoria ainda examinava ontem a possibilidade de acusar parte dos envolvidos por corrupção ativa e passiva e se pediria a abertura de inquérito para apurar a lavagem de dinheiro do bando.

Caso a denúncia seja aceita pela Justiça de Ferraz de Vasconcelos, os acusados passarão à condição de réus no processo. As investigações do caso, no entanto, ainda não terminaram. Elas devem prosseguir em inquérito conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil, que havia determinado o indiciamento nesse caso de 22 suspeitos.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos e os corregedores da Polícia Civil devem ainda terminar a análise dos documentos apreendidos pela Operação Carta Branca. O material encheu três caminhões e está sob custódia da Corregedoria.

Além dos delegados, outros três policiais são suspeitos de participar do esquema - todos investigadores. Eles são acusados de agir em conjunto com despachantes, donos de auto-escolas, médicos e psicólogos para fraudar o sistema de concessão de carteiras de motorista.

Além de vender CNHs para pessoas de fora do Estado, o esquema também usava uma mesma impressão digital para registrar dezenas de candidatos, dispensando-os assim de exames médico, teórico e prático. O bando cobrava até R$ 1,8 mil por carteira e tinha entre seus clientes até um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operação Carta Branca

Vinte e duas pessoas foram presas na "Operação Carta Branca", realizada pela Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público Estadual de São Paulo e Corregedoria da Polícia Civil para desmantelar uma quadrilha acusada de praticar irregularidades na emissão da Carteira Nacional de Habilitação.

Além das prisões, a força-tarefa apreendeu diveros documentos, prontuários de CNH e dinheiro que ligavam os suspeitos ao crime. 

A ação contou com uma força-tarefa composta por Promotores de Justiça que compõem os Grupos de Atuação Especial Regional de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaercos) de Guarulhos, Campinas, ABC, Santos e Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Sorocaba e GAECO de São Paulo, além das promotorias de justiça criminais de Guarulhos, juntamente com Policiais da Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo, agentes da Secretaria da Fazenda do Estado e da Agência Nacional de Petróleo, contando ainda com o apoio de mais de 150 policiais rodoviários federais.

São acusados de envolvimento com as fraudes donos de auto-escolas, clínicas médicas, Ciretrans - que são os departamentos de trânsito nos municípios - despachante, psicólogos, médicos, investigadores e delegados.

A quadrilha também agia nos Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Rondônia.

Leia mais sobre: Operação Carta Branca

    Leia tudo sobre: fraudeoperação carta branca

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG