O Ministério Público Federal (MPF) apresentará amanhã à Justiça Federal em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, denúncia contra 44 acusados de participar de um esquema que desviou R$ 44 milhões do Departamento de Trânsito (Detran) do Estado. O grupo será denunciado por diversos crimes, entre os quais peculato, desvio de dinheiro público, dispensa indevida de licitação e formação de quadrilha.

O MPF investiga o caso desde abril do ano passado. Segundo o órgão, os preços dos contratos firmados entre o Detran e as Fundações de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) teriam sido superfaturados. Ligadas à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), as fundações foram contratadas para realizar exames de direção previstos no processo para conceder habilitação para motoristas. Em novembro, 14 membros do grupo foram presos na Operação Rodin, da Polícia Federal (PF).

A peça acusatória do MPF contém mais de 200 páginas. De acordo com os procuradores da República que compõem a força-tarefa do MPF na Operação Rodin, o estudo do inquérito policial passou pela análise de diversos documentos, dentre os quais mídias eletrônicas, como CDs e registros de e-mails.

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