MP denuncia policiais militares envolvidos no desaparecimento de engenheira no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ O Ministério Público Estadual do Rio ofereceu à Justiça nesta quarta-feira uma denúncia pedindo a condenação de quatro policiais militares suspeitos de terem participado da morte da engenheira de produção Patrícia Amieiro Franco, de 24 anos, desaparecida em junho de 2008, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. De acordo com o promotor Homero Freitas Filho, dois PMS foram denunciados por homicídio e ocultação de cadáver e dois apenas pelo crime de ocultação de cadáver.

Redação |

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A engenheira de produção Patrícia Amieiro Franco

O promotor informou que ainda está sendo investigada a possível participação no crime de outros dois policiais, ainda não denunciados. Pedi a prisão preventiva dos quatro, mas não arquivei o inquérito em relação aos outros dois policiais ainda investigados, ressaltou.

Por homicídio e ocultação de cadáver foram indiciados Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís do Nascimento. Os policiais Fábio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos vão responder somente pelo crime de ocultação de cadáver. Os quatro agentes continuam exercendo serviços internos em seus batalhões.

Investigação

O delegado adjunto da Delegacia de Homicídios, Ricardo Barbosa, disse acreditar que os policiais militares tentaram fazer Patrícia parar o carro e, como ela não os atendeu, atiraram. Depois, teriam pedido ajuda a colegas do batalhão do Recreio dos Bandeirantes para ocultar o corpo.

Para o diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Sérgio da Costa, o laudo pericial apresentou indícios suficientes para incriminar os PMs. O laudo assinado por dez peritos apresenta um conjunto de provas que o carro foi alvejado por três tiros ainda na saída do túnel. É praticamente impossível que o corpo tenha sido projetado para frente. Se isso aconteceu o corpo deveria estar na estrada e não dentro do canal, disse.

O delegado Ricardo Barbosa completou dizendo que já possui provas suficientes para pedir o mandado de prisão preventiva dos agentes. Foi constatado que o veiculo sofreu diversas alterações ainda no local do crime, visando ocultar provas. Também mostra que um disparo atingiu o parabrisas dianteiro saindo pelo vidro traseiro e os outros dois tiros atingiram o capô, afetando o motor do veículo, revelou.

Ainda segundo Barbosa, apesar dos projéteis terem se fragmentado, foi possível constatar que as armas utilizadas no crime eram compatíveis com a dos policiais de plantão, principalmente, a pistola calibre 40, arma usada por Marcos Paulo.

Patrícia Amieiro Franco foi vista pela última vez no dia 14 de junho de 2008, depois de sair de um show no Morro da Urca. Segundo amigas, ela dirigia com a carteira de habilitação vencida. Ao sair do Túnel do Joá, o carro da engenheira desceu uma ribanceira e caiu no Canal da Barra. O veículo foi encontrado com perfurações que a perícia identificou como provocadas por tiros.

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