MP denuncia Marcos Valério por exploração de prestígio

O Ministério Público Federal em Santos ofereceu hoje mais uma denúncia contra o publicitário Marcos Valério e seu sócio, Rogério Tolentino, o diretor-presidente da cervejaria Petrópolis, Walter Faria, o juiz aposentado José Ricardo Tremura e mais quatro pessoas - os advogados mineiros Ildeu Pereira e Eloá Velloso e os policiais federais aposentados Paulo Endo e Daniel Balde - no caso deflagrado em outubro de 2008 como parte das investigações da Operação Avalanche, da Polícia Federal. Dessa vez, o MPF denunciou Valério, seu sócio, o diretor-presidente da Petrópolis, Ricardo Tremura e mais quatro pessoas pelo crime de exploração de prestígio.

Agência Estado |

No ano passado, a Justiça Federal de Santos acolheu denúncia da Procuradoria contra os empresários pelos crimes de corrupção ativa e denunciação caluniosa, em um caso também descoberto pela Operação Avalanche. Por esse caso, Valério ficou preso em caráter preventivo de 10 de outubro a 15 de janeiro na Penitenciária de Tremembé, até ser beneficiado por um habeas-corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Segundo o MPF, Faria teria procurado os serviços de Valério e Tolentino para que ambos influenciassem na obtenção de uma sentença favorável em uma ação judicial em trâmite no Fórum de Boituva (SP). Eles contrataram os advogados mineiros Ildeu Pereira e Eloá Velloso, que entraram em contato com os policiais federais aposentados Paulo Endo e Daniel Balde. Os agentes contrataram os serviços juiz aposentado José Ricardo Tremura para que ele usasse de sua influência junto aos juízes responsáveis pela causa. Se a Justiça acolher integralmente a denúncia, todos os oito envolvidos responderão pelo crime de exploração de prestígio, que prevê como pena multa de um a cinco anos de prisão.

Na Justiça Federal de Santos, Valério, Tolentino, Faria e outras sete pessoas, entre policiais federais e ex-agentes, já respondem a um processo deflagrado pela Operação Avalanche. Eles são acusados de forjar um inquérito na delegacia de Polícia Federal de Santos com o objetivo de desmoralizar dois fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado. Durante ações de fiscalização, os fiscais aplicaram uma multa milionária contra a cervejaria Petrópolis e a distribuidora Praiamar.

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