SÃO PAULO - O Ministério Público Federal denunciou nesta segunda-feira os governadores do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau por suposto envolvimento nas fraudes que envolveram a empresa Gautama, esquema desbaratado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.


Ao todo, a Ministério Público denunciou 61 pessoas. Lago e Teotônio foram citados por formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva. Silas Rondeau foi denunciado por formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira, aplicação de recursos provenientes de financiamento público de forma distinta da prevista em contrato, e corrupção passiva.

O acusado de ser mentor de todo o esquema, o empresário Zuleiro Veras, foi denunciado por peculato, corrupção ativa e fraude em licitações. O inquérito tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O esquema, segundo a PF, tinha ramificações em nove Estados (Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo) e no Distrito Federal. A atuação de Zuleido, de acordo com a denúncia, teria desviado recursos dos ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento. Também teriam sido lesados o Programa Luz para Todos e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit).

Para obter vantagens nos contratos e licitações, ainda de acordo com as investigações, a empresa pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas.

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