CUIABÁ - O Ministério Público Federal (MPF) no Mato Grosso anunciou nesta quarta-feira que denunciou à Justiça Federal, desde o mês passado, mais dez ex-prefeitos e 34 servidores acusados de envolvimento com a máfia dos Sanguessugas.

Conforme as denúncias, os suspeitos aderiram de forma estável e permanente ao esquema, que consistia na compra superfaturada de ambulâncias e foi desarticulado em maio de 2006 pela Polícia Federal (PF), na Operação Sanguessuga. Estima-se que R$ 110 milhões da União tenham sido desviados a partir de 2001.

De acordo com o MPF, cabia aos ex-prefeitos e servidores montar e fraudar procedimentos de licitações, direcionando o resultado em favor de empresas ligadas ao esquema. Todos deverão responder por formação de quadrilha e fraude à licitação. A pena para o primeiro crime varia de um a três anos de prisão e para o segundo, de dois a quatro anos, além do pagamento de multa.

Os ex-prefeitos denunciados são Onéscio Prati, de Campo Verde, Giovane Marchetto, de Marcelândia, Olídio Pedro Bortolas, de Santa Carmem, Ezequiel Ângelo Fonseca, de Reserva do Cabaçal, Nélson Dias de Moraes, de Pedra Preta, Francelino Pedro da Silva Filho, de Guiratinga, Antônio Cândido da Paixão, de São José do Povo, Jesur José Cassol, de Campo Novo do Parecis, Roberto Carlos Barbosa, de Glória D'Oeste, e Lourival Carrasco, de Mirassol D'Oeste. O ex-prefeito de Tapurah Reinaldo Tirloni não foi denunciado por ter falecido.

O MPF informou que os ex-prefeitos de Colniza, Nelci Capitani, e Feliz Natal, Antônio Domingos Debastiani, já respondem na Justiça por formação de quadrilha e licitações. Membros das comissões de licitação das duas cidades também foram denunciados no ano passado. Ao todo, além dos 12 ex-prefeitos, 41 servidores municipais respondem por suposta participação na máfia dos Sanguessugas.

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