Pelo menos 33 pessoas acusadas de envolvimento em esquema de desvio de recursos federais, especialmente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE), destinados à compra de merenda escolar por prefeituras alagoanas, foram denunciadas pelo Ministério Público Federal em Alagoas e vão responder por oito crimes na Justiça.

Foram atingidos os principais líderes da suposta quadrilha desbaratada pela Polícia Federal, na Operação Guabiru, desencadeada em 17 de maio de 2005, com a prisão de 31 pessoas, entre prefeitos, secretários municipais, assessores e servidores de instituições financeiras. Todos negam envolvimento no golpe.

A denúncia foi oferecida à Justiça Federal em Alagoas depois que o processo da Guabiru, envolvendo inicialmente 54 pessoas, foi desmembrado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em Pernambuco.

Após o desmembramento, apenas nove ex-prefeitos - que na época da denúncia tinham foro privilegiado - continuam a responder pelos crimes no TRF5.

Se a nova denúncia for recebida pela Justiça Federal, os indiciados responderão por crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro nacional, apropriação indevida de verbas e bens públicos, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

As investigações conseguiram provas de que a suposta quadrilha atuava em pelo menos 10 prefeituras alagoanas: Água Branca, Branquinha, Canapi, Feira Grande, Igreja Nova, Marechal Deodoro, Matriz do Camaragibe, Porto Calvo, São José da Laje e São Luiz do Quitunde.

A procuradoria requereu ainda a instauração de inquéritos suplementares para robustecer provas de mais envolvidos nos desvios.

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