absolvição do acusado de ser o mandante da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang em fevereiro de 2005 em Anapu, no sudeste paraense." / absolvição do acusado de ser o mandante da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang em fevereiro de 2005 em Anapu, no sudeste paraense." /

MP afirma temer novos crimes depois do caso Dorothy

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) divulgou nota oficial na qual alerta sobre a possibilidade de aumento da violência no interior do Estado depois da http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/06/suposto_mandante_de_assassinato_de_dorothy_stang_e_absolvido_1300426.htmlabsolvição do acusado de ser o mandante da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang em fevereiro de 2005 em Anapu, no sudeste paraense.

Agência Estado |

Em nota, o MP reforça que o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura responde à Justiça Federal por crimes ambientais e por manutenção de trabalhadores em condições "análogas às de escravos" e afirma que a decisão é um "prêmio à impunidade".

"Além de contrária às provas nos autos, a decisão é preocupante porque contribui para o acirramento da violência no campo. Assim, entendemos que é fundamental e urgente o fortalecimento dos sistemas de segurança pública federal e estadual nas regiões de conflitos fundiários no Pará", informa o texto.

Para a instituição, a ausência de segurança poderá resultar na "concretização das ameaças de morte a trabalhadores rurais, índios, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, defensores dos direitos humanos e religiosos que atuam no interior do estado na defesa das minorias."

Vitalmiro Moura e Rayfran Sales no Tribunal do Juri

Pastoral quer anulação do julgamento

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Ministério Público vão pedir a anulação da sentença. Ele era acusado de ser o mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, interior do Pará.

"Esperamos que o Tribunal do Júri anule essa sentença e mande novamente para o banco dos réus o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura", afirmou coordenador nacional da CPT, José Batista. Para ele, a decisão do júri reforça o problema da impunidade no campo. Batista considerou a decisão surpreendente e contraditória, pois contraria provas existentes no processo, argumentou.

Leia também:

Leia mais sobre: Violência no Pará

    Leia tudo sobre: dorothy stang

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG