Movimento em Congonhas é tranquilo na sexta-feira

Após dia de muitos voos atrasados, aeroporto não apresentou problemas para embarque na véspera de feriado

Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo |

Agência Estado
No aeroporto de Congonhas, o movimento foi intenso na manhã desta sexta feira
Ao contrário do caos instalado ontem nas filas de embarque dos aeroportos em todo o país, a situação hoje de manhã em Congonhas era de tranquilidade, pouca exaltação – apesar das longas filas. O fluxo de passageiros era intenso e todos os guichês para o check-in estavam sendo operados normalmente.

O sindicato dos aeroviários suspendeu a paralisação iniciada ontem (22) e uma assembleia foi marcada para segunda-feira. A proposta de reajuste salarial oferecida pelo Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias é de 6,5%, mas os funcionários pedem aumento de 10%. O sindicato da categoria é fragmentado e os poucos que optaram em manter a paralisação não afetaram o tráfego aéreo.

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Mesmo com o anúncio da suspensão, muitos passageiros resolveram sair mais cedo de casa pensando que iriam enfrentar longas filas. Foi o caso da publicitária Percilia Mascarenhas, que vai passar o Natal com a família no sul do Piauí. Às 9h ela já aguardava na fila para o check-in da Gol. Seu voo estava previsto para às 11h. "Eu achava que ia estar mais complicado hoje, por isso vim mais cedo".

Percília acompanhou o notíciário ontem para saber se ia conseguir embarcar, já que, segundo ela, mesmo com os altos preços das passagens de fim de ano, sempre há possibilidade de greves.. “A gente paga mais por um conforto que não tem”, disse. Fazia um ano e meio que a publicitária não ia para a casa da família.

O professor de logística da FGV, Fernando Arbache, concorda com Percília e completa: “”Não tem como mudar esta situação caótica a curto prazo. Isto aqui vai virar um caos ainda maior”. Arbache explica que com o problema está no aumento dos passageiros (com o aumento do poder de compra da classe C) e a falta de investimento em infraestrutura.

O professor foi hoje de manhã ao aeroporto de Congonhas para levar a sobrinha que vai passar o Natal no Rio. Ele também ressaltou outros problemas que o transporte aéreo enfrenta. “Todos os postos para check-in estão ocupados e há esta fila enorme”, disse. “Não dá para aumentar o número de guichês, pois não há espaço. Falta gente preparada para trabalhar. Também não dá para investir em totens de check-in eletrônico, pois o público não sabe usar”, disse.

Mesmo tendo feito o check-in eletrônico, o casal de gaúchos Gabriela Losekan e Dyed Bittencourt precisaram esperar. A fila para despachar as bagagens se alongava até o corredor do aeroporto. Eles anteciparam a ida e trocaram as passagens do voo das 17h para o das 11h. “Mais para o fim da tarde, as filas deverão ficar ainda maiores”, disse Gabriela.

A suspensão da paralisação tranquilizou o casal, que esperava encontrar problemas para embarcar hoje. Eles terão que voltar para São Paulo no dia 25 para trabalhar na semana entre o Natal e o réveillon. “Qualquer oportunidade de passar com a família é bom, né?”, disse Gabriela.

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