Os motoristas e cobradores de ônibus da capital decidiram, em assembléia realizada na tarde de ontem, entrar em estado de greve - o que significa que uma paralisação pode ser decretada a qualquer momento, de acordo com o coordenador do Sindmotoristas, Nailton de Souza. Anteontem, a vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho - 2ª Região, desembargadora Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva, determinou que, em caso de novas paralisações dos motoristas de ônibus da capital, a categoria deve manter 90% da frota em circulação nos horários de pico, das 6 às 10 horas e das 17 às 20 horas, e 80% nos demais horários.

A decisão atendeu a um pedido da Secretaria Municipal de Transportes e pretendia preservar o atendimento da população. Em caso de desrespeito, a multa diária prevista é de R$ 200 mil e será revertida para os hospitais universitários da capital paulista.

"Não é essa multa de R$ 200 mil que vai intimidar o sindicato a não fazer greve, caso a proposta salarial não agrade à categoria. O TRT sempre fez isso (estipular a multa), mesmo assim fizemos greve, fomos multados e recorremos. Faz parte do processo."

No entanto, Souza disse que nenhum ato irá ocorrer antes de quarta-feira, quando motoristas e cobradores se reunirão em nova assembléia. Para segunda-feira, está prevista uma nova rodada de negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre os empregados e os patrões. As empresas oferecem reajuste salarial de 4,69%; os motoristas pedem 10,54%.

Quem também está em campanha e ameaçando fazer greve na capital é a categoria dos agentes de trânsito, os marronzinhos. Conforme nota do sindicato dos agentes, o Sindviários, não terminou nada bem a primeira reunião de negociação do acordo de trabalho, ocorrida anteontem entre os marronzinhos e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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