O delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, da delegacia seccional de Osasco, que investiga a morte do cartunista Glauco Villas Boas e de seu filho, Raoni, afirmou que o indiciamento de Felipe Iasi, de 23 anos, é dado como certo. ¿Ele ficou mais comprometido com os depoimentos de hoje¿, disse.

Iasi é suspeito de ter ajudado Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, a fugir após matar Glauco e Raoni. Ele é o dono do veículo que transportou o assassino até o local.

Nesta segunda-feira, foram ouvidos Beatriz Galvão, mulher de Glauco, Juliana, filha de Beatriz, Gecila, viúva de Raoni, e João Pedro Correia da Costa, amigo da família.

Segundo o delegado, falta apenas ouvir Carlos Eduardo para saber a participação exata de Iasi no dia do crime. Preso após se entregar, no domingo, Iasi foi ouvido pela polícia no mesmo dia.

O estudante diz que foi ameaçado para levar Carlos Eduardo ao local, enquanto a família de Glauco garante que ele presenciou as agressões e nada fez para impedi-las, inclusive ajudando Cadu na fuga.

A polícia irá usar também as informações contidas no rastreador do carro de Iasi para saber o percurso percorrido por ele.

Ele pode ser indiciado como coautor ou por favorecimento pessoal, explica.

O delegado Veras Junior afirmou que, no momento, a hipótese mais provável é que ele vá até Foz do Iguaçu para interrogar Carlos Eduardo. Pode ser até nesta segunda.

Carreira

AE
Glauco em foto de 1986
Nascido em 1957, em Jandaia do Sul, no Paraná, Glauco Villas-Boas publicou sua primeira tira em 1976 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. A carreira decolou após ser premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, também em 1976, e na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba.

Glauco começou a publicar suas tiras no jornal "Folha de S.Paulo" de maneira esporádica em 1977 e, em 1984, os desenhos passaram a ser regulares. Ele desenvolveu os personagens Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Como redator, fez parte do elenco de redatores da TV Pirata, da Rede Globo. Músico, também tocava em bandas de rock.

Em parceria com os cartunistas Angeli e Laerte, lançou os "Los Três Amigos", tira com histórias sarcásticas que também eram publicadas pela Folha. Em 2006, publicou o livro "Política Zero", com 60 charges sobre a crise no governo Lula.

*Com informações da Agência Estado

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