Motorista agride policiais ao ser pego embriagado em SP

Um corretor de imóveis, detido na noite desta segunda-feira após ser parado pela PM e agredir um dos policiais, que o acusam de dirigir embriagado, foi encaminhado ao plantão do 96º Distrito Policial, no Brooklin, zona sul da capital paulista, e liberado pela delegada. O laudo do exame clínico de dosagem alcoólica feito no Instituto Medido Legal deve ficar pronto somente em 30 dias.

Agência Estado |

Segundo informações da Rádio Jovem Pan, por volta das 21h, André Luís Haddad de Assis, de 32 anos, que dirigia um jipe Cherokee branco, foi parado por policiais da 4ª Companhia do 12º Batalhão na Avenida Santo Amaro, no sentido bairro. De acordo com os policiais, o motorista invadiu a faixa exclusiva de ônibus e parou sobre a travessia de pedestres, por isso decidiram abordá-lo.

Ainda segundo os PMs, André teria ignorado os apelos, colocado o corpo para fora do carro, dito alguns palavrões e partido em alta velocidade. Perseguido, ele foi alcançado na Rua Iraúna, em Moema, e, ainda segundo a PM, teria descido do carro, partindo contra os policiais, erguendo pelo colarinho o soldado Reginaldo Taiacoli, de 38 anos, que, ao tentar se desvencilhar, teve os dedos de uma das mãos entortados.

Contido, André foi submetido ao bafômetro, que acusou 0,89 miligramas de álcool por litro de ar expelido. De acordo com a nova legislação, vigente desde a quinta-feira passada, a partir de 0,30 miligramas o motorista pode ser responsabilizado criminalmente e pegar de seis meses a três anos de detenção.

Em depoimento à delegada Maria Cristina Lopes, André negou que tivesse bebido e disse que não parou porque o som do carro estava muito alto. A delegada solicitou exames de corpo de delito, clínico de embriaguez e de dosagem alcoólica ao IML, mas o corretor recusou-se a fazer este último.

Apesar do resultado do bafômetro, a delegada entendeu que não havia sinais evidentes de embriaguez, apenas alteração emocional do motorista. Maria Cristina lavrou termo circunstanciado de lesão corporal, desobediência, desacato, resistência e averiguação de embriaguez ao volante, liberando o motorista.

André foi multado por falta de cinto de segurança, avançar o sinal vermelho, dirigir sob influência de bebida alcoólica e falta de documentação de veículo.

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