RIO DE JANEIRO - Sua data de nascimento causa dúvidas, mas é com base naquela que consta dos registros da Marinha, na qual serviu de 1925 a 1933, que está sendo celebrado o centenário de Arthur Bispo do Rosário. Estes dizem que o sergipano, que iria revelar-se expoente da arte contemporânea brasileira, nasceu em 14 de maio de 1909, na pequena cidade de Japaratuba.

No Rio, uma pequena parte de suas obras está exposta desde o mês passado no Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea, aberto no hoje chamado Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (que atende apenas a pacientes em crise, sem interná-los).

A mostra "Beleza", realizada com recursos do Prêmio Avon de Cultura de Vida de 2008, tem também trabalhos de outros 19 artistas, homens, brasileiros e estrangeiros, pacientes psiquiátricos ou não, de oito países. Ao lado das instalações, vídeos e quadros, que trazem a visão dos artistas sobre a beleza da natureza, da cultura pop, da mulher e da sabedoria, não consta quem é são e quem não é.

Na racionalidade contemporânea, não há espaço para esse tipo de classificação. Isso ficou datado, explica Ricardo Aquino, diretor do museu.

Diagnosticado como esquizofrênico-paranoico, Bispo do Rosário chegaria à Colônia Juliano Moreira, na zona oeste do Rio, trinta anos após seu nascimento. Lá ele viveu por cinco décadas e criou obras reconhecidas internacionalmente, que já estiveram em exposições na Europa, EUA e Japão.

A mostra "Beleza" está aberta ao público até 18 de setembro, de terça a domingo, das 10 às 17 horas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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