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Mostra Internacional de São Paulo começa nesta semana; confira programação no iG

SÃO PAULO ¿ A cidade já sente a expectativa da enxurrada de filmes que vai invadir as salas paulistanas a partir desta sexta-feira. A 32ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo vai exibir, de 17 a 30 de outubro, um total de 454 filmes de 75 países, mais do que suficiente para deixar os cinéfilos bastante ocupados ao longo de duas semanas de intensa atividade. Para não perder nada do que estiver em cartaz, acompanhe as atualizações diárias e a programação completa no http://www.mostra.org/32/home.php?language=ptsite oficial da Mostra, aqui no iG.

Marco Tomazzoni |

Um dos destaques deste ano será a presença do cineasta alemão Wim Wenders, que recebeu carta branca para apresentar sua própria seleção de filmes em um ciclo paralelo. Em entrevista ao Último Segundo, o diretor e fundador da Mostra, Leon Cakoff, confessou que o convite para Wenders vir ao Brasil era permanente e que ele é uma espécie de padrinho do evento, talvez porque seus filmes tenham participado de 11 edições do festival, a primeira delas em 1977.

Nunca coincidia de ele vir, mas desta vez finalmente deu certo. Essa carta branca é uma confissão de amor a Wenders, disse Cakoff, que é só elogios à obra do diretor, o nome mais conhecido do Novo Cinema Alemão. Wenders é um transgressor, nunca se acomodou. No auge da fama, teve coragem de filmar nos Estados Unidos, ir atrás de seus mitos e romper estruturas.

Wenders vai exibir e debater com o público seu último filme, The Palermo Shooting, e receber o Prêmio Humanidade, homenagem que o festival já prestou anteriormente a Manoel de Oliveira, Amos Gitai e Eduardo Coutinho, entre outros realizadores. Dos 15 títulos selecionados pelo diretor para a carta branca, estão obras de mestres como François Truffaut (A Sereia do Mississipi), Yasujiro Ozu (Fim de Verão) e de estreantes como Sarah Polley (Longe Dela) e Robinson Savary (Bye Bye Blackbird).

Eletricidade do cinema


Cena do filme "Terra Vermelha"
do italiano Marco Bechis / Divulgação

Figura de destaque nos bastidores da sétima arte nacional, Cakoff ¿ jornalista, crítico e diretor ¿ comentou que as mais de três décadas de Mostra fizeram com que a informação circule mais facilmente para a montagem da programação. Antigamente, era preciso viajar muito atrás de festivais, frequentar cabines, o que dificultava bastante. Hoje, por outro lado, já precisamos deixar muita coisa boa de fora da seleção oficial, recebemos material demais.

Justamente por esse excesso, a Mostra também serve, segundo Cakoff, para organizar o que de melhor está sendo produzido nas cinematografias do mundo. Ele se esquiva, no entanto, na hora de dar indicações. Nosso trabalho acaba na hora de montar essa composição, não temos por que indicar o melhor ou o pior. É aí que o espectador funciona como uma espécie de terminal de eletricidade, com o poder e a dinâmica de propagar o que assistiu. Esse é um dos prazeres do cinéfilo, que nós também somos. Sem esse mistério, o festival perderia um pouco de seu rumo.

Rumo, aliás, que não se limita apenas à Mostra. Cakoff e Renata Almeida, que compartilham a direção do evento, pretendem repetir a experiência bem sucedida do documentário Bem-Vindo a São Paulo em um novo longa-metragem. O filme anterior, produzido pela Associação da Mostra, reuniu 17 diretores que passaram pelo festival (como Amos Gitai, Daniela Thomas, Phillip Noyce e Wolfgang Becker) e que registraram em película, através de breves episódios, sua visão de São Paulo, em comemoração ao aniversário da cidade.

O próximo projeto ainda não tem nada definido e essa é, para Cakoff, parte da graça e o desafio em si da empreitada. É uma nova forma, ousada, de se trabalhar. Tudo é feito no improviso, explicou. O primeiro fruto dessa ideia é o curta Do Visível ao Invisível, do centenário diretor português Manoel Oliveira, cuja estreia, no último Festival de Veneza, foi muito bem recebida pela crítica. Protagonista do filme, Cakoff disse que ele não vai mais ser exibido até que todo o projeto seja concluído. O passo seguinte deve ser dado com a também portuguesa Maria de Medeiros (Capitães de Abril) atrás das câmeras, que ainda faz o show de encerramento, no dia 30.

A abertura da 32ª edição da Mostra acontece na noite desta quinta-feira (16), em uma sessão exclusiva para convidados, no Auditório Ibirapuera, de Terra Vermelha, do italiano Marco Bechis. Nascido no Chile, o diretor filmou no Brasil, com equipe brasileira e índios guarani kaiowá nos papéis principais. Os diálogos, inclusive, são em português e guarani. Foi o filme mais comentado no Festival de Veneza e é um exemplo da boa globalização, elogiou Cakoff. Eliminar fronteiras também é um dos objetivos da Mostra.

Os pacotes de ingressos e permanentes já estão à venda na central erguida no Conjunto Nacional. Os ingressos individuais ¿ disponíveis apenas no dia da sessão ¿ custam R$ 14, de segunda a quinta-feira, e R$ 18, de sexta a domingo. Há ainda pacotes de 20 e 40 ingressos, permanentes integrais (que dão direito a todas as sessões) e permanentes especiais (válidas para todas as sessões, de segunda a sexta, iniciadas até 17h55).

Serviço
32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
De 17 a 30 de outubro

- Permanente Integral: R$  390
- Permanente Integral para assinantes Folha (15% de desconto): R$ 331,50
- Permanente Especial: R$ 90
- Permanente Especial para assinantes Folha (15% de desconto): R$ 76,50
- Pacote de 20 ingressos: R$ 165 (esgotado)
- Pacote de 40 ingressos: R$ 285

- Ingressos individuais: R$ 14 (segunda a quinta) e R$ 18 (sexta a domingo), apenas no dia da sessão

* Titulares do Cartão Petrobras e funcionários do Sistema Petrobras têm desconto de 50% na compra de até dois ingressos por sessão
* Estudantes terão desconto somente na compra de ingressos individuais direto nas salas de cinema ou pelo site da Ingresso.com

- Central da Mostra : no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, 2073. Diariamente, das 10h às 21h.
- Vendas pela Internet : Ingresso.com , até quatro dias antes da sessão

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