Mortes por H1N1 superam 400; vírus pode estar recuando

SÃO PAULO (Reuters) - A gripe H1N1 causou ao menos 401 mortes no país, e o Ministério da Saúde acredita que há indícios preliminares de que a doença possa estar recuando no Brasil. De acordo com balanço divulgado pela pasta nesta terça-feira, houve uma diminuição no número absoluto de casos graves pelo novo vírus na última semana.

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"Portanto, trata-se de um indicativo ainda preliminar de que a doença pode estar recuando", afirmou o órgão, em comunicado.

Para o ministério, o índice pode não refletir a realidade, pois muitos casos podem não ter sido notificados no sistema nacional pelos órgãos regionais de saúde.

No Rio Grande do Sul, a secretaria da Saúde afirmou que o número de casos está diminuindo "significativamente" no Estado.

No boletim do ministério, o Brasil permanece na terceira posição em número de óbitos, atrás dos Estados Unidos e da Argentina, mas à frente do México, epicentro da pandemia global da nova gripe.

A taxa de mortalidade registrada no país é de 0,19 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes, a nona entre os 15 países mais afetados pela doença. Há uma semana, esta taxa era de 0,09.

DADOS DIVERGENTES E RISCO

Dados das Secretarias Estaduais da Saúde indicam pelo menos 401 vítimas pela gripe H1N1. O novo boletim do Ministério da Saúde confirma 368 óbitos até 15 de agosto.

Segundo o ministério, São Paulo é o Estado mais atingido, com 151 óbitos. Rio de Janeiro teria 45 óbitos, mas a secretaria Estadual confirmou à Reuters 43 mortes.

O boletim informou ainda dez mortes em Santa Catarina e sete mortes em Minas Gerais, dados não confirmados pelas secretarias, que informaram nove e cinco óbitos, respectivamente.

Das 368 mortes confirmadas pelo ministério, 185 vítimas (50,3 por cento) tinham algum fator de risco, sendo que 46 pessoas (12,5 por cento) eram gestantes, inseridas no chamado grupo de risco, que também inclui idosos, obesos ou pacientes com doenças anteriores ou em tratamento.

De acordo com as secretarias Estaduais de Saúde, também foram confirmadas mortes no Paraná (107 óbitos), Rio Grande do Sul (78) e Paraíba (2). Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e Rondônia tiveram uma morte cada.

(Por Hugo Bachega)

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