Mortes por H1N1 são 502 no país; Funasa acompanhará índios em SP

SÃO PAULO (Reuters) - O número de mortes causadas pela gripe H1N1 no país passou de 500 nesta segunda-feira, com a confirmação de novas vítimas no Paraná, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Segundo dados atualizados das secretarias Estaduais de Saúde, já são pelo menos 502 mortos pela nova doença no Brasil.

Reuters |

Foram confirmadas 12 novas vítimas no Paraná (total de 154 óbitos), duas no Rio de Janeiro (49) e uma no Rio Grande do Sul (94).

Nesta segunda-feira, foi revogada a portaria que suspendeu a realização de cirurgias eletivas no Rio Grande do Sul, informou a Secretaria de Saúde gaúcha. A medida foi tomada "em função da queda do número de pacientes internados".

Segundo o secretário de Saúde, Osmar Terra, a última semana de agosto deve registrar 20 por cento dos casos confirmados na semana final de julho, pico da doença no Estado.

Na semana passada, o Ministério da Saúde já havia considerado que a diminuição no número absoluto de casos graves pelo novo vírus poderia ser um indicativo preliminar de recuo da doença no país.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) instituiu, em São Paulo, um comitê regional de informação sobre o vírus H1N1 para acompanhar e monitorar casos da nova gripe entre índios.

De acordo com nota do órgão, o grupo visa alertar as populações indígenas para evitar que a doença se espalhe nas comunidades.

Há dez dias, o município paulista de São Vicente registrou a primeira vítima da nova gripe entre índios brasileiros, em um bebê de três meses.

São Paulo segue como Estado mais afetado pela doença no Brasil, com 179 vítimas, segundo balanço da secretaria divulgado na sexta-feira.

Também foram confirmadas mortes em Santa Catarina (11), Minas Gerais (6) e Paraíba (2).

Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e Rondônia tiveram uma morte cada.

(Por Hugo Bachega)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG