BRASÍLIA - O ano de 2008 teve o maior número de mortes causadas por raios na última década. Foram 75 mortes no total, número recorde segundo levantamento feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com o coordenador do grupo, Osmar Pinto, o alto número de raios se deve ao resfriamento das águas do Oceano Pacífico, fenômeno conhecido como La Niña, que altera a formação de tempestades no País. Além disso, o Brasil é o maior país localizado na região tropical do planeta, área com grande variação de temperatura.

Osmar lembra que, por esse motivo, sempre haverá grande incidência de raios no país e que é preciso ter cuidado, principalmente no verão. O estudo mostrou também que a probabilidade de ser atingido por um raio é maior do que a de ganhar na loteria.

A chance de ser atingido por um raio no Brasil é 20 vezes maior do que a chance de acertar na loteria com um palpite simples, afirma o pesquisador.

O estudo indica que a maior ocorrência de mortes se dá a céu aberto, na zona rural e com homens adultos. O pesquisador explica que para evitar fatalidades com raios, o ideal é procurar abrigo em uma casa ou um carro e ficar longe de materiais metálicos.

É preciso se afastar de árvores isoladas, de objetos metálicos como uma torre, um trator, uma cerca de arame farpado, jogar para longe uma faca, uma pá, um caniço de pesca metálica, se agachar e esperar a tempestade passar, explica Osmar Pinto.

O pesquisador ressalta que metade das mortes ocorridas poderia ter sido evitada se as pessoas tivessem conhecimento de como agir em situações de tempestade com raios.

Nos centros urbanos, ele lembra que é preciso evitar falar em telefones com fios, mesmo o celular ligado ao carregador. É aconselhável também desligar os aparelhos elétricos da tomada e evitar ficar em contato com objetos metálicos durante a tempestade.

A expectativa é de que 2009 tenha a mesma quantidade de raios que 2008.

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