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Morte de passageira põe em xeque emergência da Infraero no Tom Jobim

Rio de Janeiro - A companhia aérea TAM registrou, em nota, o não atendimento ao pedido de serviço médico de emergência da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) a uma passageira que http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/10/25/passageira+de+voo+morre+apos+desembarcar+no+galeao+8936926.html target=_topmorreu no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, na manhã de sábado.

Agência Brasil |

Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, viajava no voo 8079, que partiu na noite de sexta-feira de Nova York. Dona de um salão de beleza na cidade norteamericana, costumava alternar temporadas de quatro meses nos Estados Unidos e em Macaé, no Estado do Rio.

Ela voltava de mais um período novaiorquino quando se sentiu mal, por volta das 2h da madrugada. Depois de dar assistência à passageira, a tripulação avisou o comandante. Cerca de três horas depois, já próximo do destino, ele pediu à torre de controle no Rio atendimento de emergência para a passageira.

Na aterrissagem, às 5h30m, nenhum aparato a aguardava e tripulantes a conduziram pelo desembarque no finger - corredor que liga a sala de embarque ao avião -, onde ela perdeu os sentidos. Quando a emergência da Infraero chegou, 25 minutos depois, Maria Petrúcia estava morta.

Furto

A filha Sandra William veio às pressas de Nova York para tratar do transporte do corpo para os Estados Unidos, onde será enterrado. Embora calma, ela reclamava que apesar dos insistentes pedidos não foi autorizada a reconhecer o corpo da mãe.

Ela afirma também que desapareceu uma bolsa que a mãe costumava usar à cintura, contendo carteira de identidade, CPF e US$ 8 mil em dinheiro.

Causas

O vice-diretor do Instituto Médico Legal, Sérgio Simonsen, disse que a causa da morte depende de exames toxicológicos e do inquérito policial aberto na delegacia do aeroporto.

Tudo leva a crer que ela foi vítima de trombose venosa aguda, que pode acometer pessoas imóveis por muito tempo, como passageiros de voos longos. É até conhecida como Síndrome do Viajante: a pessoa fica sentada por muito tempo, forma-se um trombo na perna e ele sobe pela corrente sanguínea e pode ser fatal.

A TAM divulgou nota informando o fato. A empresa aérea designou um funcionário para acompanhar a filha da passageira morta durante todo o processo de desembaraço burocrático do corpo. A Infraero não se pronunciou oficialmente nem no aeroporto nem no IML.

Com base nos depoimentos de passageiros do voo, o inquérito policial na delegacia do aeroporto poderá esclarecer as reais circunstâncias da morte de Maria Petrúcia Ribeiro de Silva.

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