Morte de Michael Jackson estaria ligada ao estresse e dependência por remédios

LOS ANGELES ¿ Em meio às homenagens globais ao superstar Michael Jackson, amigos dos artistas especulavam nesta sexta-feira se o forte estresse e a total dependência do artista por medicamentos não seriam a possivel causa da morte súbita do astro pop.

AFP |

Jackson passou mal em sua mansão de Bel Air, em Los Angeles, e foi imediatamente levado para o hospital pelos paramédicos antes de ter, logo em seguida, sua morte anunciada ao mundo.

A necropsia será realizada nesta sexta-feira pelas autoridades forenses do condado, mas, em meio aos tributos prestados ao artista, o mundo especula qual teria sido a causa de sua morte.

O advogado e porta-voz da família Jackson, Brian Oxman, falou à CNN sobre as preocupações sobre o uso excessivo de remédios do artista.

"Eu não sei a extensão das medicações que ele estava tomando, mas os relatórios que a família recebia indicavam que era uma ampla gama", contou Oxman.

Segundo ainda Oxman, Michael Jackson tomava vários medicamentos para entrar em forma visando os concertos no próximo mês. Oxman destacou que o uso destes medicamentos preocupava a família, já que vários membros do staff de Jackson tinham autorização para obter à vontade estas drogas.

Takek Ben Amar, amigo e ex-agente de Michael Jackson, chegou a chamar os médicos que travavam do artista de criminosos e charlatães, pois, segundo ele, esses médicos se aproveitaram de uma pessoa hipocondríaca que tinha necessidade de tomar muito medicamentos.

"Está claro que os criminosos neste caso são os médicos que o atenderam ao longo de sua carreira, que destruíram seu rosto, que deram remédios para acalmar as dores", denunciou Tarek Ben Amar à rádio francesa Europe 1.

"Ele não conseguia dormir, por isso tomava soníferos. Era hipocondríaco e nunca soube de verdade se estava doente porque vivia rodeado de médicos charlatães que viviam dessa doença, que cobravam milhares e milhares de dólares em remédios, em vitaminas", acrescentou o produtor.

De acordo com Ben Amar, Michael morreu por causa de uma crise cardíaca porque tomava remédios demais, embora nunca o tenha visto usando drogas.

"Ele se alimentava mal, não tinha uma vida saudável, não podia fazer esportes. Tudo isso em qualquer outro ser humano teria tido as mesmas consequências".

Além disso, com Jackson preparando sua volta aos palcos no próximo mês, em Londres, muitos aventam que a tensão desse momento pode ter contribuído para a parada cardíaca do artista.

A cantora canadense Celine Dion é uma das pessoas que declarou que o estresse pode ter sido a causa de sua morte. "Quando nós o vimos, sentimos sua fragilidade. Isso é ruim, porque ele era maior que a vida. Mas não era possível ser um ser humano e viver daquele jeito todos os dias. O que nós vimos, acho, foi, infelizmente, o resultado do estresse", afirmou também à Europe 1.

O guru e paranormal Uri Geller, amigo íntimo de Jackson, também insistiu na tese do estresse como a principal causa da morte de Jackson.

Na noite de quinta, o irmão de Michael, Jermaine, revelou que os médicos da emergência tentaram durante mais de uma hora reanimar o artista, que teria sofrido, segundo as primeiras versões, uma parada cardíaca.

"Seu médico pessoal, que estava com ele no momento, tentou reanimá-lo. Fizeram o mesmo os socorristas que o levaram para o hospital Ronald Reagan da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles)", destacou Jermaine entre lágrimas.

"Após chegar ao hospital, às 13H14 local (17H14 Brasília), uma equipe de médicos, que incluía cardiologistas, também tentou reanimá-lo. Por mais de uma hora tentaram, mas não conseguiram".

"Nossa família pede à imprensa que respeite nossa vida privada durante este difícil momento", disse Jermaine Jackson. "Que Alá esteja contigo, Michael, sempre", concluiu.

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