Morte de jovem e homenagem a Hemingway marcam Festa de San Fermín

Pamplona (Espanha), 14 jul (EFE).- A tradicional Festa de San Fermín termina hoje com o canto de ¡Pobre de Mí! (Pobre de Mim), após nove dias de celebrações, marcadas este ano pela morte de um jovem em uma das corridas de touros e por uma grande homenagem ao escritor americano Ernest Hemingway.

EFE |

A parte mais dramática da festa, a mais popular e internacionalmente conhecida da Espanha, aconteceu na sexta-feira passada, quando um touro feriu no pescoço e matou um jovem espanhol de 27 anos, que participava da corrida.

Com essa caso, chegaram a 15 os mortos na parte mais famosa da Festa de San Fermín, os chamados "encierros", um percurso de 800 metros por sinuosas ruas da parte histórica de Pamplona em que dezenas de pessoas correm diante dos touros.

O dia de despedida teve a última corrida de touros, uma das mais velozes da festa, emocionante embora sem acidentes sérios. Os animais não feriram nenhum dos "corredores", embora quatro participantes tiveram que ser levados a hospitais por contusões.

Os feridos foram um escocês de 50 anos que sofreu um traumatismo craniano; um americano de 35 anos, um francês de 33 anos residente da Espanha, que sofreu uma entorse de joelho, e um jovem espanhol de 18 anos.

No total, a Cruz Vermelha atendeu após a corrida de touros de hoje 54 corredores, dos quais a maioria (30) só precisaram de atendimento básico nas próprias tendas montadas na cidade.

Os touros foram lidados depois na última corrida da chamada "Feria del Toro", pelos toureiros Morante de la Puebla, El Juli e Miguel Ángel Perera.

Depois que o escritor americano e Prêmio Nobel de Literatura Ernest Hemingway popularizou mundialmente a festividade com o livro "O sol também se levanta" (1932), a cada ano milhares de pessoas de todo o mundo visitam Pamplona para a Festa de San Fermín.

Hemingway também o fez em várias ocasiões, a última há 50 anos, data lembrada na edição deste ano da festa, que teve uma série de atos em homenagem ao escritor com a presença de seu neto John Patrick.

Os americanos estão entre os estrangeiros mais presentes nas festas, junto aos franceses, embora também haja um grande número de britânicos, italianos, alemães e neozelandeses.

A festa teve, como outro ponto negativo, o saldo de 92 pessoas detidas, em sua maioria por roubo. A Polícia fez 3.269 testes de alcoolemia e 532 denúncias por pessoas que urinaram na via pública.

Após oito dias de corridas diante dos touros e de muitos litros de vinho consumidos, milhares vozes entoam juntas esta meia-noite o "¡Pobre de mí!", lamento coletivo que fecha os festejos e convida todos a voltar a Pamplona dentro de um ano.

A festa será em 6 de julho, quando a praça central de Pamplona se vestirá de novo de branco e vermelho para honrar seu padroeiro San Fermín durante nove dias e nove noites. EFE nac/rr

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