O relações pública da Polícia Militar do Rio, tenente-coronel Rogério Leitão, disse hoje que os quatro policiais militares envolvidos na morte do administrador Luiz Carlos Soares da Costa, na noite de ontem, agiram em legítima defesa. Os policiais militares reagiram a uma injusta agressão.

Costa, de 35 anos, foi morto logo depois de ter sido abordado pelo assaltante Jeferson Santos Leal, de 18 anos, que assumiu a direção de seu carro. Uma equipe que fazia patrulhamento de rotina suspeitou da atitude do motorista do veículo. Os policiais disseram na delegacia que tentaram uma abordagem, mas o motorista arrancou com o carro e foi iniciada a perseguição. O carro de Costa foi atingido por pelo menos nove tiros. O administrador levou três tiros e morreu antes de ser levado ao hospital.

Segundo o tenente-coronel, um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para apurar a ocorrência, "como de praxe". Os policiais foram afastados do serviço nas ruas e fazem, até a conclusão do IPM, trabalhos burocráticos dentro do batalhão.

Depois de assistir às imagens do jornal SBT, que mostram os policiais militares arrastando pelas pernas os corpos do assaltante, Jefferson Leal, e de Luiz Carlos antes de os levarem para atendimento no hospital, o tenente-coronel informou que o "desvio de conduta" dos policiais será apurado no IPM. "Não é a forma adequada de prestar o socorro e há várias punições que podem ser aplicadas, desde a prisão por 30 dias até a expulsão".

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