Brasil é o 100º em ranking de mortalidade infantil e tem taxa superior a da Amércia Latina e Caribe, segundo a Pnad

A mortalidade infantil no Brasil de crianças de até 1 ano de idade era quase 5 vezes maior que a registrada nos países industrializados em 2008, segundo dados do Relatório Síntese dos Indicadores Sociais 2010, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2008, o País teve uma taxa de 24 mortos para cada 1.000 nascidos vivos, contra 5 mortos dos países mais ricos. O Brasil estava atrás também da América Latina e do Caribe, que tiveram uma taxa de 19.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef na siga em inglês, considera como baixo valores abaixo dos 20 mortos para cada 1.000 nascidos vivos, médio valores entre 20 e 49 e alto superiores a 50.

Apesar de ainda estar numa faixa considerada mediana, o estudo mostra que, entre 1990 e 2008, o Brasil apresentou uma queda de 49% na taxa, que antes era de 47 mortos para cara grupo de 1.000 bebês. No mundo, a taxa de mortalidade infantil caiu de 62 para 45 em 18 anos.

De acada um mil bebês que nascem no País, 24 não conseguem completar um ano de vida
AE
De acada um mil bebês que nascem no País, 24 não conseguem completar um ano de vida

A mortalidade infantil ainda encontrava diferenças gritantes entre os continentes. A África, por exemplo, era a líder do ranking, com média de 79 mortos para cada 1.000 nascidos vivos.

De acordo com o IBGE, diversos fatores influenciam na taxa de mortalidade infantil e vão desde o pré-natal da mãe às condições de saneamento dos locais onde a criança vive. Em 2009, quase 60% das crianças de até 14 anos de idade residiam em domicílios em que pelo menos um serviço de saneamento (água, esgoto ou lixo) não era adequado, ficando assim expostas aos riscos de doenças.

O Brasil era o 100ª país do ranking com a maior taxa de mortalidade entre os selecionados pela pesquisa. O Afeganistão estava no topo dsta mesma lista, com taxa de 165 mortos para cada 1.000, em 2008. Bolívia encontrava-se na 58ª posição; México, na 112ª;  e Argentina, na 116ª. Suécia era um dos mais bem posicionados, com apenas dois mortos para cada grupo de 1.000.

Envelhecimento lento

O relatório aponta também que, apesar da população brasileira estar envelhecendo, ela ainda é essencialmente jovem. O Brasil tinha quase 80 milhões de pessoas de até 24 anos, o que representava que 2/3 das famílias brasileiras tinham pelo menos um integrante nesta faixa etária. Além disso, em 22% destas famílias a criança estava na primeira infância.

Em 10 anos (comparando 1999 com 2009), o índice de pessoas de entre 0 e 24 anos na população, porém, caiu de 49,2% para 41,8%.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.