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Morricone rebate críticos que tacham sua obra de repetitiva

MILÃO ¿ As dramáticas trilhas sonoras de Ennio Morricone para clássicos como O Dólar Furado foram parte essencial da trilogia dos western spaghetti ¿ talvez até mais poderosas do que os próprios filmes, dizem alguns críticos.

Reuters |

Mas o maestro italiano enfrentou acusações de que algumas das músicas que fez, como trilha sonora para mais de 400 filmes, tem sido repetitivas. Isto não é algo que o preocupe.

"Alguns anos atrás, alguns diziam que eu estava me repetindo, era uma espécie de acusação", disse Morricone aos repórteres. "Mas todo autor se repete. Sua personalidade tem de emergir, continua lá", afirmou.

Morricone, de 80 anos e nascido em Roma, é autor da trilha de mais de 400 filmes, incluindo "Cinema Paradiso" e "Feios, Sujos e Malvados".

Ele diz que não tem um trabalho favorito. "Realmente, não sei. Gosto de todos", afirmou Morricone, conhecido na Itália como "maestro", antes de conduzir um concerto em Milão. "Em cada uma eu tentei dar alguma coisa. Cada uma é parte de uma progressão que eu queria seguir."

Entre as obras de Morricone estão a trilha de "A Batalha de Argel", "Era uma Vez na América", "Missão" e "Os Intocáveis".

Com uma carreira que atravessa meio século, Morricone foi indicado cinco vezes ao Oscar e ganhou em 2007 um Oscar honorário.

Ele vai conduzir a Orquestra Sinfônica de Roma e o Novo Coral Lírico Sinfônico Romano em um concerto gratuito em Milão, nesta quinta-feira. Milhares de ingressos foram disputados pelos fãs.

O concerto incluirá músicas de seus trabalhos mais famosos e encerrará o Festival de Jazz de Milão.

Morricone começou a compor aos 6 anos de idade e atraiu atenção internacional ao trabalhar com o cineasta Sergio Leone em "Por um Punhado de Dólares", em 1964.

(Reportagem de Marie-Louise Gumuchian)

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