Morreu o escritor espanhol Francisco Ayala aos 103 anos

O escritor e acadêmico espanhol Francisco Ayala morreu nesta terça-feira em sua casa em Madri aos 103 anos, informou uma porta-voz da Fundação Francisco Ayala.

AFP |

Ayala, considerado um dos maiores intelectuais da Espanha do século XX, sofreu nos últimos dias uma piora de seu estado de saúde, até então considerado bom, e ele será cremado em uma cerimônia privada.

Nascido em Granada, em 1906, foi professor da Universidade de La Laguna, na ilha de Tenerife, de 1934 até o final da Guerra Civil espanhola (1936-1939).

Os horrores do conflito o fez se exilar na Argentina, onde permaneceu até 1950, passando a morar deois nos Unidos, antes de voltar à Espanha em 1960, instalando-se definitivamente em Madri, em 1978.

Autor de obras como "El boxeador y un ángel", "Historia de la libertad", "Muertes de perro", "Historia de macacos" e "Cervantes y Quevedo", Ayala recebeu vários prêmios, entre eles o Cervantes, o mais importante das letras hispânicas, e o Príncipe de Astúrias das Letras.

Foi homenagedo em 16 de março passado por ocasião de seus 103 anos pelas autoridades espanholas com a reedição de sua obra "Glorioso triunfo del príncipe Arjuna".

Era casado com a pesquisadora americana Carolyn Richmond e pai de uma menina, Nina, fruto de seu primeiro casamento com a chilena Etelvina Silva.

"Tinha uma visão muito ampla da história da Espanha e de nosso século", declarou a ministra da Cultura, Angeles González-Sinde.

"Com Ayala, se acaba todo um mundo: o da geração literária de 27 e a da cultura da República e do exílio como seu máximo exponente", declarou o ensaísta Luis García Montero.

ot-gr-esb/cn

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