Morre vítima de agressão na Parada Gay

Morreu hoje uma das vítimas de agressão na 13ª edição da Parada LGBT, ocorrida no domingo, em São Paulo. Marcelo Campos Barros, de 35 anos, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia desde o dia do evento.

Redação com Agência Estado |


Barros havia sofrido traumatismo craniano e respirava com a ajuda de aparelhos. Ao todo, o hospital atendeu 44 pessoas agredidas na parada. As outras 43 já receberam alta.

Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas com a explosão de uma bomba caseira no Largo do Arouche, no centro da cidade, durante o evento. As vítimas, que tiveram ferimentos leves, foram encaminhadas aos hospitais Santa Casa, Barra Funda e Servidor Público Municipal, mas já receberam alta.

Explosão de bomba

A escrivã chefe do 3º DP da capital, de Campos Eliseos, informou que foi instaurado um inquérito para apurar a responsabilidade sobre a explosão de uma bomba no Largo do Arouche, no centro da cidade.

Segundo testemunhas, o artefato foi jogado, por volta das 21h de domingo, de cima de um prédio localizado na esquina da Rua Vitória com a Vieira de Carvalho. A bomba explodiu junto a um grupo que comemorava a realização da Parada Gay.

Houve tumulto e correria e pelo menos 20 pessoas foram atingidas por estilhaços de vidros. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) socorreram as vítimas para cinco hospitais da região. Elas tiveram ferimentos leves e todas já receberam alta.

A rua do incidente fica entre a Praça da República e o Largo do Arouche, local onde muitas pessoas ainda estavam reunidas após o término do evento. A rua é conhecida por concentrar diversos bares gays.

Segundo a polícia, a bomba foi encaminhada ao Instituto de Criminalística (IC) para ser periciada, mas ainda não há previsão para a divulgação dos laudos. No entanto, a hipótese mais provável é de se tratar de uma bomba de fabricação caseira, já que foram recolhidos cacos de vidros e um cano plástico de PVC.

A polícia ainda não sabe o que motivou o ataque, mas considera que tenha sido um ato de homofobia. As testemunhas do caso serão chamadas para depor. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

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