RIO DE JANEIRO ¿ Morreu na madrugada desta quinta-feira a sexta vítima do atropelamento ocorrido no último sábado durante uma festa junina em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, Aírton Ferreira Macedo, de 46 anos, estava internado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. O corpo da vítima seguiu para o Instituto Médico Legal, que irá determinar a causa da morte.

No total, sete pessoas foram atropeladas após o feirante André Leandro da Silva, de 39 anos, ter perdido o controle de seu veículo, uma Parati. Ele invadiu uma calçada da rua da Feira, atropelou o grupo, destruiu um muro e derrubou um poste. As vítimas preparavam uma festa junina na hora do acidente.

Entre as sete vítimas, somente Rodrigo Pereira de Jesus, de 16 anos, sobreviveu ao acidente. Ele estava internado no Hospital Albert Schweitzer e recebeu alta no domingo. Além de Aírton, morreram no atropelamento Pedro Pontes, de 71 anos, Pedro Henrique Pontes, de 16, a menina Emanuele Vitória da Silva, de nove meses, Adalmir do Amaral, de 34 anos, e Luciene Cavalcanti, de 25.

O acidente

De acordo com testemunhas, o motorista saiu do carro com cortes superficiais e tentou fugir, mas foi contido pelos moradores da região. Por causa da tentativa de fuga, foi registrada a prisão em flagrante do feirante na 33ª DP (Realengo). André da Silva também foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção).

Em depoimento, o motorista alegou ter perdido o controle do carro ao ser fechado por outro veículo em plena curva. O feirante disse ainda que estava com a carteira de motorista vencida há dois anos, mas o Detran-RJ informou que não encontrou qualquer registro dele no órgão.  Na manhã do último domingo, André da Silva pagou fiança de R$ 900 e foi liberado.

O caso agora está sendo investigado pela 34ª DP (Bangu). De acordo com a polícia, há fortes indícios de que o motorista estivesse dirigindo acima do limite de velocidade para o local no momento do acidente. Na segunda-feira, seis testemunhas prestaram depoimento. A polícia aguarda o resultado da perícia no local e o boletim de atendimento médico do feirante para saber se ele estava embriagado.

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