LOS ANGELES ¿ O lendário comediante americano George Carlin morreu no domingo aos 71 anos vítima de problemas cardíacos, informou a imprensa americana nesta segunda-feira.

Ganhador de vários prêmios Grammy e Emmy, Carlin morreu na tarde de domingo em conseqüência de um enfarto no Hospital Saint John, em Santa Mônica, onde havia sido internado com dores no peito, informou seu agente, Jeff Abraham, ao jornal The New York Times.

Carlin, que admitiu em várias oportunidades ter consumido drogas, foi um ícone do movimento anti-Establishment nos anos 1970. Era conhecido por seu humor irreverente e o uso de palavras obscenas, como em seu polêmico álbum de humor "As sete palavras que não podem ser ditas na televisão", de 1978, que levou a Suprema Corte americana a intervir no horário de seus programas nas rádios.

"Acho que é dever do comediante descobrir onde está o limite e cruzá-lo deliberadamente", afirmava.

Veja trechos legendados de uma apresentação de Carlin abaixo:

Carlin fez 14 especiais para o canal HBO e foi o primeiro anfitrião do tradicional programa de humor "Saturday Night Live", em sua estréia em 1975. Porta-voz da comédia de contracultura, vendeu mais de um milhão de álbuns de humor e escreveu vários livros que se tornaram best-sellers. Também participou de filmes como "Bill e Ted, dois loucos no tempo", "Dogma" e "O império do besteirol contra-ataca".

Carlin nasceu em Nova York e teve uma filha, Kelly, filha de seu primeiro casamento. Foi veterano da Força Aérea e começou sua carreira de comediante como apresentador de rádio numa estação de Shreveport, Louisiana.

"Em suas cinco décadas como comediante, escritor e ator, George Carlin não apenas nos fez rir, mas nos fez pensar", comentou o diretor do Kennedy Center, Stephen Schwarzman. "Sua influência na nova geração de cômicos é inquestionável". 

* Com informações da Reuters

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